mais informações: http://www.psychobooks.com.br/2010/07/sorteio-dos-livros-beijo-das-sombras.html
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sexta-feira, 30 de julho de 2010
Sorteio dos Livros "O Beijo das Sombras" + "Aura Negra" da série Academia de Vampiros por Psychobooks
mais informações: http://www.psychobooks.com.br/2010/07/sorteio-dos-livros-beijo-das-sombras.html
Sorteio – Espelho Quebrado e Uma história em Cinco Vozes por Psychobooks
Link-Me
A promoção tem início hoje (22/07/10) e vai até dia 02/08/10 às 20:00h . O sorteio será feito pelo site Random. O vencedor será notificado com um e-mail e tem até 3 (três) dias para respondê-lo, caso contrário um novo sorteio será realizado. O post com o resultado do sorteio será publicado aqui no dia 02/08/10.
mais informações: http://www.psychobooks.com.br/2010/07/sorteio-espelho-quebrado-e-uma-historia.html
mais informações: http://www.psychobooks.com.br/2010/07/sorteio-espelho-quebrado-e-uma-historia.html
PROMOÇÃO!!! - Desaparecidas - Chris Mooney por La Sorcière
Darby não se mexia, não conseguia se mexer.
O homem do bosque cortou o rosto de Mel. Ela gritou. Darby desceu alguns degraus.Sangue, vermelho vivo, escorria pela parede perto da cozinha. Darby estacou.
Melanie gritou - Ele está me cortando!
(Desaparecidas, pág 26)
O livro arrasou e foi de cara para minha lista de TOP TEN de 2010: Desaparecidas, de Chris Mooney (SUMA de Letras - 2010) me surpreeendeu e conquistou!! Você leu a resenha aqui e agora vai participar da promoção GORDA que a SUMA liberou para o blog: 3 exemplares para sortear!!! Ééééée´!!! \O/
Para participar você precisa:1. Seguir o blog (clique em "fazem parte do caldeirão" aí ao lado, no sidebar),
2. Preencher o formulário abaixo,
3. Inscrições até às 23:59h do dia 04/08/2010.
4. Possuir endereço de correspondência no Brasil.
5. O sorteio será feito pelo random.org
6. Depois de divulgado os ganhadores, estes terão 3 dias para enviar os dados para a entrega do livro.
(mais informações em: http://www.alelasorciere.com.br/2010/06/promocao-desaparecidas-chris-mooney.html)
domingo, 27 de junho de 2010
Um amor para recordar
Gente eu estou nessa de ler blogs ou comunidades com livros e achei mais um que eu simplesmente adorei. "Um amor pra recordar" de natii lopez.
Vai aí o capítulo 1 para vocês e o link no final. Leiam!
Capítulo 1
ㅤMeu nome é Annelise Schön, ou como costumam me chamar, simplesmente Anne. Tenho 17 anos e moro em Danbury, Estados Unidos, com a minha mãe Scarlett, pois meu pai morreu em um acidente na Inglaterra. Sou nacionalizada americana. Estudo na Danbury High School há menos de dois anos, que foi quando me mudei pra cá.
ㅤMas chega de blábláblá. Sou uma americana comum, que infelizmente tem uma vida comum, e tem que suportar as chatas pessoas comuns do colégio.
ㅤCerto dia, acordei extremamente cansada. Tinha ido dormir muito tarde falando com minhas amigas no telefone e usando o computador. Mamãe chegou batendo em minha porta e falando:
ㅤ-Vamos Anne! Você não vai perder a escola hoje hein!
ㅤ-Ta mããe, já vai…
ㅤ-Vamos Anne, levante!
ㅤFui forçada a me levantar no mesmo instante, se não ela ia invadir meu quarto e abrir as cortinas. Arrastei-me até o banheiro e me olhei no espelho. Minha aparência estava péssima, com olheiras enormes no rosto, parecendo um defunto.
ㅤTomei meu banho e fui escolher minha roupa. Pequei meu jeans escuro, uma blusa vermelha que tinha escrito ‘Keep rocking’ (eu amava essa blusa) e o All Star vermelho. Desci para tomar café da manhã.
ㅤ-Oba, panqueca! – beijei o rosto da minha mãe e me sentei para comer.
ㅤ-Bom dia pra você também, filha – nós duas rimos.
ㅤComi o mais depressa que pude, pois ainda tinha que me maquiar e escovar os dentes. Quando subi, corri para meu closet e peguei minha maleta de maquiagem para tentar esconder aqueles fundos buracos pretos que estavam no meu rosto. Base, corretivo, pó, sombra e lápis de olho foram o suficiente para disfarçar minha cara de múmia.
ㅤFui pro banheiro escovar os dentes, e quando acabei o ônibus escolar buzinou. Desci as escadas quase caindo e peguei minhas coisas.
ㅤ-Tchau mãe!
ㅤFui para escola sentada ao lado da Mih. Milena tinha virado minha melhor amiga desde que eu havia me mudado para os EUA.
ㅤ-Ooooi Mih! – falei ao entrar no ônibus.
-Bom dia, Anne. Você esta com um humor lá em cima pra quem foi dormir tarde… Que nem eu.
ㅤ-Pois é, também to estranhando isso.
ㅤ-Ah, sabe aquele tal de Bill?
ㅤ-Holwes? Aham, que tem ele?
ㅤ-Parece que ele vai lá pra sala.
ㅤ-Não acredito! – só me ferro nessa vida. Justamente ele? Logo ele por quem eu tenho uma quedinha…
ㅤ-É né amiga, também fiquei chocada quando a Layla me falou.
ㅤ-Layla? Não gosto dessa menina.
ㅤ-Nem eu Anne. Mas eu tenho que me manter informada dos babados pra te contar.
ㅤChegamos na escola e fomos logo para a sala, se não iríamos chegar atrasadas. Queria que a Mih tivesse tempo pra ir falar com a Layla, mas nem deu tempo.
ㅤNa metade da primeira aula, a coordenadora entrou lá na sala.
ㅤ-Atenção alunos, recebam aqui na sala Bill Holwes. Ele vai estudar aqui agora.
ㅤTodos olharam para ele, inclusive eu, e ele sorriu para mim. Acho que meu rosto ficou MUITO vermelho sabe? Mas eu não podia me render, não podia me entregar a uma fraqueza como essa. Não mesmo.
ㅤEle sentou-se atrás da Mih, organizou-se e foi ver a aula. Bom, pelo menos era o que eu achava. Eu, como sempre, estava quase dormindo naquela chata aula de filosofia.
ㅤDeitada sobre a cadeira e quase dormindo, de repente ouvi uma voz atrás de mim.
ㅤ-Oi.
ㅤAssustei-me e no impulso, olhei para trás. Ele repetiu:
ㅤ-Oi.
ㅤ-Oi – falei, meio pausando entre os sons das letras.
ㅤ-Tudo bem?
ㅤ-Aham – eu estava um pouco assustada com aquilo. Quando e como ele havia trocado de lugar com a Mih?
Trinta segundos de silêncio pairou sobre o ar, até eu quebrar o silêncio.
ㅤ-Então, por que você veio aqui pra sala? – eu estava tentando ao máximo disfarçar o meu “nervosismo”.
ㅤ-Eu não agüentava mais as pessoas da minha sala, sabe? Chatas demais.
ㅤ-Mas você se dava tão bem com todo mundo, todo mundo te conhece…
ㅤ-Mas ultimamente eu tenho cansado deles.
ㅤ-Sra. Schön e Sr. Holwes, vocês querem ir conversar na coordenação?
ㅤ-Não Sr. Saltzmen. Desculpa – falei, virando-me para frente.
hegou a hora do intervalo e eu e Mih fomos para o refeitório. Sentamos na nossa mesa de sempre. Olhamos ao redor, e a mesa que Bill costumava sentar estava cheia da sua gente, aqueles bad boys típicos americanos e as garotas que vão para o colégio achando que vão para o shopping. Mas ele ainda não estava lá.
ㅤComeçamos a comer, e de repente vimos um par de pernas parado a nossa frente. Olhamos para cima e vimos o Bill.
ㅤ-Posso sentar? – ele perguntou.
ㅤ-Claro – Mih respondeu.
ㅤContinuei comendo como se ele não estivesse ali. Agora que ele estava tecnicamente mais próximo de mim, eu tinha que fazer o que estivesse e o que não estivesse ao meu alcance para “esquecê-lo”.
ㅤComemos em silêncio. Ninguém ousou falar, até a linda da Milena tomar a atitude de puxar papo com ele.
ㅤ-Por que você não foi sentar com eles?
ㅤ-Não quis – pude perceber a cara de choque da Mih, e eu ri.
ㅤ-O que foi? – ele perguntou, com um olhar confuso.
ㅤ-Nada não – falei, soltando um risinho.
ㅤEssas foram nossas ultimas palavras até o fim do intervalo. Quando tocou o sinal, nos levantamos e fomos para a sala. Mih voltou a sentar atrás de mim, e eu fiquei me perguntando se eu tava sonhando naquela hora.
ㅤAs horas se arrastaram até chegar a aula de oceanografia. Não que fosse uma aula legal, mas era a menos chata. De qualquer forma, eu não prestava atenção.
http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=103446456&tid=5487443078728652957&start=1
Vai aí o capítulo 1 para vocês e o link no final. Leiam!
Capítulo 1
ㅤMeu nome é Annelise Schön, ou como costumam me chamar, simplesmente Anne. Tenho 17 anos e moro em Danbury, Estados Unidos, com a minha mãe Scarlett, pois meu pai morreu em um acidente na Inglaterra. Sou nacionalizada americana. Estudo na Danbury High School há menos de dois anos, que foi quando me mudei pra cá.
ㅤMas chega de blábláblá. Sou uma americana comum, que infelizmente tem uma vida comum, e tem que suportar as chatas pessoas comuns do colégio.
ㅤCerto dia, acordei extremamente cansada. Tinha ido dormir muito tarde falando com minhas amigas no telefone e usando o computador. Mamãe chegou batendo em minha porta e falando:
ㅤ-Vamos Anne! Você não vai perder a escola hoje hein!
ㅤ-Ta mããe, já vai…
ㅤ-Vamos Anne, levante!
ㅤFui forçada a me levantar no mesmo instante, se não ela ia invadir meu quarto e abrir as cortinas. Arrastei-me até o banheiro e me olhei no espelho. Minha aparência estava péssima, com olheiras enormes no rosto, parecendo um defunto.
ㅤTomei meu banho e fui escolher minha roupa. Pequei meu jeans escuro, uma blusa vermelha que tinha escrito ‘Keep rocking’ (eu amava essa blusa) e o All Star vermelho. Desci para tomar café da manhã.
ㅤ-Oba, panqueca! – beijei o rosto da minha mãe e me sentei para comer.
ㅤ-Bom dia pra você também, filha – nós duas rimos.
ㅤComi o mais depressa que pude, pois ainda tinha que me maquiar e escovar os dentes. Quando subi, corri para meu closet e peguei minha maleta de maquiagem para tentar esconder aqueles fundos buracos pretos que estavam no meu rosto. Base, corretivo, pó, sombra e lápis de olho foram o suficiente para disfarçar minha cara de múmia.
ㅤFui pro banheiro escovar os dentes, e quando acabei o ônibus escolar buzinou. Desci as escadas quase caindo e peguei minhas coisas.
ㅤ-Tchau mãe!
ㅤFui para escola sentada ao lado da Mih. Milena tinha virado minha melhor amiga desde que eu havia me mudado para os EUA.
ㅤ-Ooooi Mih! – falei ao entrar no ônibus.
-Bom dia, Anne. Você esta com um humor lá em cima pra quem foi dormir tarde… Que nem eu.
ㅤ-Pois é, também to estranhando isso.
ㅤ-Ah, sabe aquele tal de Bill?
ㅤ-Holwes? Aham, que tem ele?
ㅤ-Parece que ele vai lá pra sala.
ㅤ-Não acredito! – só me ferro nessa vida. Justamente ele? Logo ele por quem eu tenho uma quedinha…
ㅤ-É né amiga, também fiquei chocada quando a Layla me falou.
ㅤ-Layla? Não gosto dessa menina.
ㅤ-Nem eu Anne. Mas eu tenho que me manter informada dos babados pra te contar.
ㅤChegamos na escola e fomos logo para a sala, se não iríamos chegar atrasadas. Queria que a Mih tivesse tempo pra ir falar com a Layla, mas nem deu tempo.
ㅤNa metade da primeira aula, a coordenadora entrou lá na sala.
ㅤ-Atenção alunos, recebam aqui na sala Bill Holwes. Ele vai estudar aqui agora.
ㅤTodos olharam para ele, inclusive eu, e ele sorriu para mim. Acho que meu rosto ficou MUITO vermelho sabe? Mas eu não podia me render, não podia me entregar a uma fraqueza como essa. Não mesmo.
ㅤEle sentou-se atrás da Mih, organizou-se e foi ver a aula. Bom, pelo menos era o que eu achava. Eu, como sempre, estava quase dormindo naquela chata aula de filosofia.
ㅤDeitada sobre a cadeira e quase dormindo, de repente ouvi uma voz atrás de mim.
ㅤ-Oi.
ㅤAssustei-me e no impulso, olhei para trás. Ele repetiu:
ㅤ-Oi.
ㅤ-Oi – falei, meio pausando entre os sons das letras.
ㅤ-Tudo bem?
ㅤ-Aham – eu estava um pouco assustada com aquilo. Quando e como ele havia trocado de lugar com a Mih?
Trinta segundos de silêncio pairou sobre o ar, até eu quebrar o silêncio.
ㅤ-Então, por que você veio aqui pra sala? – eu estava tentando ao máximo disfarçar o meu “nervosismo”.
ㅤ-Eu não agüentava mais as pessoas da minha sala, sabe? Chatas demais.
ㅤ-Mas você se dava tão bem com todo mundo, todo mundo te conhece…
ㅤ-Mas ultimamente eu tenho cansado deles.
ㅤ-Sra. Schön e Sr. Holwes, vocês querem ir conversar na coordenação?
ㅤ-Não Sr. Saltzmen. Desculpa – falei, virando-me para frente.
hegou a hora do intervalo e eu e Mih fomos para o refeitório. Sentamos na nossa mesa de sempre. Olhamos ao redor, e a mesa que Bill costumava sentar estava cheia da sua gente, aqueles bad boys típicos americanos e as garotas que vão para o colégio achando que vão para o shopping. Mas ele ainda não estava lá.
ㅤComeçamos a comer, e de repente vimos um par de pernas parado a nossa frente. Olhamos para cima e vimos o Bill.
ㅤ-Posso sentar? – ele perguntou.
ㅤ-Claro – Mih respondeu.
ㅤContinuei comendo como se ele não estivesse ali. Agora que ele estava tecnicamente mais próximo de mim, eu tinha que fazer o que estivesse e o que não estivesse ao meu alcance para “esquecê-lo”.
ㅤComemos em silêncio. Ninguém ousou falar, até a linda da Milena tomar a atitude de puxar papo com ele.
ㅤ-Por que você não foi sentar com eles?
ㅤ-Não quis – pude perceber a cara de choque da Mih, e eu ri.
ㅤ-O que foi? – ele perguntou, com um olhar confuso.
ㅤ-Nada não – falei, soltando um risinho.
ㅤEssas foram nossas ultimas palavras até o fim do intervalo. Quando tocou o sinal, nos levantamos e fomos para a sala. Mih voltou a sentar atrás de mim, e eu fiquei me perguntando se eu tava sonhando naquela hora.
ㅤAs horas se arrastaram até chegar a aula de oceanografia. Não que fosse uma aula legal, mas era a menos chata. De qualquer forma, eu não prestava atenção.
http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=103446456&tid=5487443078728652957&start=1
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quinta-feira, 24 de junho de 2010
Indico
Gente, eu ando lendo um blog de uma menina que ela vem postando um livro de autoria dela, Blind.
Blind, na verdade, é o nome da saga (o livro ainda não tem nome ainda, mas você pode ajudar a escolher na comunidade do orkut)
Eu super recomendo, é muito bom e a maneira como a Kyara, a autora, escreve, é bem gostosinho de ler.
Vou deixar o prólogo pra vocês:
http://blindclaire.blogspot.com/
Blind, na verdade, é o nome da saga (o livro ainda não tem nome ainda, mas você pode ajudar a escolher na comunidade do orkut)
Eu super recomendo, é muito bom e a maneira como a Kyara, a autora, escreve, é bem gostosinho de ler.
Vou deixar o prólogo pra vocês:
Prólogo - Meu Anjo
Os flocos caiam lentamente sobre o banco de madeira branco do parque. Era começo de inverno e única coisa que eu podia ver através da janela embaçada do meu quarto era a neve. Branca, pálida se destacando com o verde oliva da gramínea e do vermelho da gangorra velha do parque.
Meu primeiro contato com ele foi ali. Meus olhos encontraram uma figura escura e distante vagando pelo parque, arrastando os pés pela neve e desmontando a imagem que eu tinha do parque. Tudo nele indicava que ele não era daqui, e não pelo simples fato de ter o visto que comprovou isto, foi meu interior que sussurrava aos meus ouvidos, o meu instinto.
Ele vagou pelo parque por volta de meia hora, parecendo que procurava algo ou talvez apenas matando tempo. Seus ombros se elevaram um pouco para depois cair rapidamente de novo no seu lugar, demonstrando cansaço ou tédio, talvez os dois.
Por dois segundos ele encontrou meus estranhos olhos e observou, como se já soubesse que eu estava ali o tempo todo. Instintivamente eu me escondi atrás da cortina bege, assustada pelo flagra, mas a minha curiosidade foi maior que o meu medo. Lentamente eu escorreguei da cortina para a madeira da janela e depois para os vidros embaçados. E ali estava ele sentado no velho banco da praça, uma rua e duas calçadas de distancia de mim.
Seus olhos claros se chocaram com os meus, porém desta vez eu não me esquivei ou escondi, eu simplesmente fiquei parada em frente a minha janela absorvendo aquela imagem e ele fez o mesmo comigo, sem pestanejar. Como que se esperasse que entre aquela trocas de olhares quem desistisse fosse eu. Mas eu não faria isso, não mesmo.
Então as sensações voltaram a me cercar e me sufocar novamente, como sempre fazia quando eu começava a ouvir vozes-grossas, agudas, roucas, gagas, demoníacas e angelicais- ou quando eu começava a ver ‘estranhos’. Minha respiração diminuiu, meu coração golpeava cada vez mais rápido e minha visão mesclou de um turvo vermelho com preto. Eu fechei meus olhos por alguns segundos tentando voltar ao normal, ainda na frente da janela. Quando voltei abrir os olhos um clarão cegou meus olhos por treze segundos e então eu voltei a enxergar.
A neve ainda estava ali sobre o velho banco, a praça ainda estava empalidecida pelos flocos e a gangorra ainda estava parada, o único que não era o mesmo era ele.
Eu via definidamente todos os seus traços: Os olhos azuis claros cercados por uma íris preta azul-amarelada, seu corpo ajustada em seu casaco comprido preto, sua altura alongada, suas mãos grandes em forma de uma ‘delicada’ garra e suas imensas e afiladas asas negras.
As asas estavam abertas de uma forma confortável, como se não estivessem em seu esplendor. Mas de alguma forma elas ainda eram transparentes e fantasmagóricas, o que fazia com que elas se fundissem com o banco. Mesmo assim eram lindas, formadas com penas pretas que aos poucos e em pouca quantidade se desprendiam e se destacavam com a neve branca do chão. A figura de um anjo sentado a beira de um banco, em frente à janela do meu quarto, me observando e me confrontando como se disessi o que eu já sabia desde aquele momento: que ele era o Meu Anjo.
A escuridão voltou a fazer compahia minutos depois quando eu fiquei inconsciente. Eu tinha apenas 9 anos quando isso ocorreu, mas eu o veria por mais 7 invernos.
Meu primeiro contato com ele foi ali. Meus olhos encontraram uma figura escura e distante vagando pelo parque, arrastando os pés pela neve e desmontando a imagem que eu tinha do parque. Tudo nele indicava que ele não era daqui, e não pelo simples fato de ter o visto que comprovou isto, foi meu interior que sussurrava aos meus ouvidos, o meu instinto.
Ele vagou pelo parque por volta de meia hora, parecendo que procurava algo ou talvez apenas matando tempo. Seus ombros se elevaram um pouco para depois cair rapidamente de novo no seu lugar, demonstrando cansaço ou tédio, talvez os dois.
Por dois segundos ele encontrou meus estranhos olhos e observou, como se já soubesse que eu estava ali o tempo todo. Instintivamente eu me escondi atrás da cortina bege, assustada pelo flagra, mas a minha curiosidade foi maior que o meu medo. Lentamente eu escorreguei da cortina para a madeira da janela e depois para os vidros embaçados. E ali estava ele sentado no velho banco da praça, uma rua e duas calçadas de distancia de mim.
Seus olhos claros se chocaram com os meus, porém desta vez eu não me esquivei ou escondi, eu simplesmente fiquei parada em frente a minha janela absorvendo aquela imagem e ele fez o mesmo comigo, sem pestanejar. Como que se esperasse que entre aquela trocas de olhares quem desistisse fosse eu. Mas eu não faria isso, não mesmo.
Então as sensações voltaram a me cercar e me sufocar novamente, como sempre fazia quando eu começava a ouvir vozes-grossas, agudas, roucas, gagas, demoníacas e angelicais- ou quando eu começava a ver ‘estranhos’. Minha respiração diminuiu, meu coração golpeava cada vez mais rápido e minha visão mesclou de um turvo vermelho com preto. Eu fechei meus olhos por alguns segundos tentando voltar ao normal, ainda na frente da janela. Quando voltei abrir os olhos um clarão cegou meus olhos por treze segundos e então eu voltei a enxergar.
A neve ainda estava ali sobre o velho banco, a praça ainda estava empalidecida pelos flocos e a gangorra ainda estava parada, o único que não era o mesmo era ele.
Eu via definidamente todos os seus traços: Os olhos azuis claros cercados por uma íris preta azul-amarelada, seu corpo ajustada em seu casaco comprido preto, sua altura alongada, suas mãos grandes em forma de uma ‘delicada’ garra e suas imensas e afiladas asas negras.
As asas estavam abertas de uma forma confortável, como se não estivessem em seu esplendor. Mas de alguma forma elas ainda eram transparentes e fantasmagóricas, o que fazia com que elas se fundissem com o banco. Mesmo assim eram lindas, formadas com penas pretas que aos poucos e em pouca quantidade se desprendiam e se destacavam com a neve branca do chão. A figura de um anjo sentado a beira de um banco, em frente à janela do meu quarto, me observando e me confrontando como se disessi o que eu já sabia desde aquele momento: que ele era o Meu Anjo.
A escuridão voltou a fazer compahia minutos depois quando eu fiquei inconsciente. Eu tinha apenas 9 anos quando isso ocorreu, mas eu o veria por mais 7 invernos.
Leiam, é realmente muito bom!
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